Acabo de ganhar esse texto de presente de um amigo e resolvir publica-lo....ele é bem impertinente..beijos amigo!

Entre os devaneios de meu ser, admiro a sabedoria do senhor de tudo.

...Grande Tempo...

Tempo que se é necessário para entender a complexidade e unicidade de tudo...

...E de todos também...

Tempo que por si só transforma e acontece continuamente

Tempo que me faz ver e perceber quem sou

Traz-me aprendizados e amadurecimento

Tempo que por ele mesmo põe tudo em seu devido lugar

Pois para tudo existe o seu próprio tempo

 

 

BMF 24.02.08

 

 



Escrito por Ualace Caceres às 23h34
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Nota esclarecedora: Os textos aqui publicados recentemente nao tem nada a ver com meu momento atual , sao textos produzido a um certo tempo,e que estavam perdidos e agora estão sendo publicados.


Nada a celebrar

A tristeza me entra como sombras pelas frestas da porta.
A decepção amarga à garganta ao ponto de não ter mais paladar.
A dor dilacera feito acoite e sua pontas de laminas contaminadas.
O amor caiu doente, os olhos abriram e não gostaram do que viu.
Os anjos celebram a miséria na qual me encontro.
Os amigos entraram em guerra, de um lado os fieis do outro os filhos da puta!
A Admiração foi para o espaço espatifado.
O que restou? Nada para celebrar, nada para amar, nada mais o que falar.

Ualace Caceres – em algum lugar triste / 2007


Escrito por Ualace Caceres às 20h35
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Aquele Beijo na multidão

E no peito mil tambores anunciando a salvação, nos olhos a certeza de que estou livre, sinto finalmente minhas asas baterem, sinto a brisa do mar, vejo o céu azul, pronto sepultei meu velho coração.
Mas esqueci como o amor é traiçoeiro, não percebi seu jogo perverso, não sentir sua linha tênue amarando meus pés, volto a sentir tudo novamente, variações de humor, pulso acelerado, momentos de liturgia, todas essas sensações que criamos para podermos acreditar que ele ( o amor) continua a mandar em nossas ações.
Bastou um beijo na multidão para que ele mostrasse sua acara, abrissem feridas a muito cicatrizadas, bagunçasse por completo gavetas e sentimentos sedimentados.
Voltou à falsa esperança do final feliz, volta também à inquietação, perco novamente meu amor próprio, pois só eu sei o quantas coisas tive que passar para aceita-lo de volta.
Meu peito pede sim e o que resta da razão grita não.
Agora sinto minhas asas se debatendo desesperadamente na janela implorando por paz, por brisa por perdão, perdão igual àquele que um dia te concedi, pois no meu peito não tem mais um coração e sim um tijolo do arrependimento, de culpa, culpa que você (amor) insisti em me lembrar...
Tum, tum, tum é meu peito pedido a ti perdão, pedido que me olhe nos olhos e perceba o quanto te quero...
Tum, tum, tum é ele novamente implorando sua alforria...
Bum. Bum. Bum agora são minhas asas junto ao meu corpo dependurado na janela tentando a todo custo que essa linha tênue que nos une se solte e eu possa tomar um pouco de sol.

Ualace Cáceres – Em algum intervalo de tempo em 2007


Escrito por Ualace Caceres às 11h03
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A espreita

 

Ausência de lagrimas. Precisa-se de sentimentos, qualquer que seja.

Não vejo o céu com seu esplendor. Não vejo pessoas com sentimentos nobres, só vejo mesquinharias, jogo sujo, perversidades, não me apetecem, não me diz nada.

Sinto que estou sendo levado por um vento qualquer, gostaria de sentir cheiros, sabores, prazeres, mas tudo é ínfimo, fulgás, escapa-me pelas mãos antes mesmo que eu possa formar uma opinião a respeito. Tudo é sombra, é espreita e velocidade...

...Tudo é veloz, as horas transcorrem sem acontecimentos e eu espero acontecimentos, pessoas, bichos, sorrisos sinceros, prazer verdadeiro, pessoas de verdade.

Abro a porra das janelas, das portas, das brechas, e o vento não entra para levar tudo pelos ares, nem uma nuvem negra alarga meu dia, nem sequer um ladrão me leva nada, tudo é oco, vazio, são enormes tambores surdos, são olhos fechados, são pulsos cerrados, são pessoas de bocas sujas, são praias sem ondas, são santos descobertos e mutilados, são sombras sem donos, são crianças perdidas... E os livros se abrem e é um grande amontoado de palavras e as palavras essas filhas da puta me foge agora, estou cansado para recuperá-las e só me resta esperar acontecimentos.

 

 

Ualace Cáceres – Em algum intervalo de tempo.



Escrito por Ualace Caceres às 09h23
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A busca

 

O amor me esta distante, me vem disfarçado em vários rostos, em varias brisas.

Não sei se fecho as portas para que não entre vento ruim ou se deixo elas escancaradas para que  eu possa receber os sinais de que ele em breve chegará cheio de esperanças e promessas de novas colheitas e sentimentos nobres onde eu possa repousar minha cabeça e descansar dessa busca e expectativas.

 

 

Ualace Cáceres – em algum intervalo de tempo



Escrito por Ualace Caceres às 15h57
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Aos amigos tudo aos outros... Ops!

 

 

Que mortalha me vestes agora, já que nenhum rotulo mais me cola?

Caminhei por vias não confiáveis, entreguei o melhor de mim por um misero vintém, dediquei o melhor do meu tempo para algumas pessoas desnecessariamente, dizem que os bonzinhos só se fodem, mas nunca prestei ou me enganei esse tempo todo? Talvez eu tenha sido sempre o bonzinho na pele de lobo, talvez eu quisesse acreditar que sempre fui o cara ruim.

Mas como posso ser o filho da puta se sempre fui eu que estendi a mão para afagar, se sempre fui o prestativo, se foi eu que sempre ouviu as lamúrias, que esqueci dos meus próprios problemas em detrimento dos problemas alheios?

Como posso ser o filho da puta se eu que caio doente, mas vou sempre curar ou dar a força para os efêmeros, eu que acordo na madrugada, observo a temperatura, que ligo, que brigo pelas opiniões , mesmo que sejam as mais esdrúxulas?

Volto à pergunta inicial, que mortalha me cabe? Que rotulo? Que adjetivo chulo me serve? Pois já fui tudo da puta escrota ao rei da discórdia, talvez o preço de ser você mesmo, seja o medo que as outras pessoas sentem de não poder ou querer te compreender, percebo depois de uma grande bofetada que represento uma grande ameaça para as cabeças limitadas de alguns que antes me eram idolatrados, hoje percebo a duras penas que meus ídolos eram  feitos de argila barata, de sentimentos menos nobres, que preferem se agarrar ao o obvio ao invés de ver de verdade que são as suas vidas que precisam de uma grande limpeza.

Nunca cobrei consulta, afeto, elogios, mas respeito exigo, se não reconhecem a legitimidade deste que ele então seja imposto.

Que troçam o nariz, que mudem de calçada, que até mesmo me ignorem, mas uma coisa eu tenho certeza, um filho da puta como eu nunca mais terá, pois sou de uma linhagem nobre, sou de um tempo em que a delicadeza, a atenção, o gostar, o respeitar, a consideração e o admirar as coisas simples são o que há de melhor e a amizade é colocada em um Phateon.

Mas não tem problema continuarei a lutar contra os meus defeitos, pois sei que ainda há de haver um jeito para vocês me odiarem, não resistir e parafraseie Canto dos malditos na terra do nunca, pois “a minha insatisfação não vai causar nenhuma impressão”.

Agora pergunto que mascara irão combinar com essas suas mortalhas blazé que vocês usam e insistem em defeder? Pois já achei a que vou usar a partir de hoje, será uma bem grande, brilhante e bem polida para que vocês possam se ver refletidos.

 

Ualace Cáceres – 11.02.07



Escrito por Ualace Caceres às 14h17
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Fragmentos de mim mesmo

 

Hoje abro a janela e não vejo mais ídolos todos estão mortos, mesmo aqueles bem vivos! Tudo me parece superficial, não acredito em falsas esperanças, em pequenas cortesias do tipo: um bom dia ou como você esta?!

Vejo-me saindo de um grande casulo, largando para trás 31 anos de ilusões, amores inventados para alimentar minha vaidade, sinto a gosma deslizando pelo meu corpo, sinto minha respiração mais livre, sinto-me a beira de um belo abismo de possibilidade real, sinto minha alma povoada por mil personas, sou todas ao mesmo tempo, sou louco, bicho, sou humano.

Sinto minhas asas excitadas pelo novo, pelo medo, pela expectativa de novas flores, novos túmulos, novas paredes, novas estantes.

Sinto as pupilas reconhecendo objetos até então imaginários e inacessíveis, sinto a terra quente e úmida e porque não dizer pastosa, sinto minhas patas tentando não afundar de novo no pântano que me liberto.

Não preciso de pernas, pois sei voar...

Sinto minha memória sendo apagada, fragmentos de uma estória se perdendo, vejo meu primeiro beijo atrás da igreja com uma fulana que nem lembro o nome, vejo meu primeiro amor inventado na cama com outro, vejo meu pai num tumulo, não sinto nada, vejo meu segundo amor inventado viajando para alem ame, sinto um capitulo esta terminado, vejo amigos, irmãos, mãe mostrarem seus dentes, não consigo mais chorar, vejo meu terceiro e até agora o ultimo amor inventado fugindo pelas minhas mãos, pois sei que ele não me pertence, agora tudo me parece tão distante tudo esta nas brumas de 31 milhões de anos atrás.

Sinto que sou essa metamorfose bela e frágil aparentemente, mas com um coração povoado de milhões e porque não dizer 31 milhões de cavalos trotando, pois não se iluda com as aparências não sou brisa e sim uma tempestade com uma capacidade absurda de destruir tudo ao seu redor inclusive a mim mesmo, não deixando nem um pedaço mínimo de uma asa cintilante para que os escafrandistas tentarem estudar mais tarde, sei que sou incatalogado, não sou de espécie nenhuma, um inclassificável.

Por fim resta-me esses flashes de memória, algumas boas, outras bem ruins, mas depois dos 30 anos, tudo passa a ser ínfimo, fulgás, sem importância, onde é mais fácil fingir ser outro do que se encarar no espelho, pena que eu viva numa casa repleta deles ou quem sabe é uma vantagem, um graças a deus!

E já que não possuo o poder de chorar ou me emocionar com coisas banais vou terminando tentando não entrar nesse jogo sujo que é viver!

 

                                                                                  (ualace cáceres)



Escrito por Ualace Caceres às 18h40
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Ola,

Depois de muita insistência resolvi publicar uma lista de sugestões de presentes para facilitar a vida de alguns amigos que não tinha idéia do que me dar de presente.

 

Livros

Autores preferidos

Caio Fernando Abreu

Herman Hessen

Charles Bukowiski

Ligia Fagundes Telles

Chico Buarque

Clarice Lispector

Nelson Rodrigues

Mario Quintana

Carlos Drumond de Andrade

E similares.

P.S.: Por favor, evite Paulo Coelho e livros de auto-ajuda!

Cd´s

Radiohead

The strokes

Bjork

The White stripes

Mika

Coldplay

Alicia Keys

Amy winehouse

Los Hermanos

Ângela RoRo

Norah Jones

Chico Buarque

Keane

Canto dos malditos na terra do nunca

Nina Simone

Etha James

E similares

PS: Curto conhecer cantores e cantoras novas, mas usem o bom senso... (rsrsrs)

Filmes

Esqueçam não irão acertar

Acessórios

Cueca boxer

Sungão

Sandálias havaianas nº 40

Óculos escuros

Perfume (evite Avon)

Camisas ( Numeração P)

Boné

 

E no mais usem o bom senso e leiam meu blog e deixe msn, beijos te encontro na festa!



Escrito por Ualace Caceres às 14h56
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DEJAVÚ

 

Deito em seu colo, a luz do dia insiste em se impor anunciando que é a hora de nos separarmos, voltar a encarar a realidade de não mais nos pertencer e nem sabemos o porquê, a sensação é de que esse filme eu já vi.

Volto ao instante de minha cabeça em seu colo, sinto seus dedos acariciando minha nuca, eu como sempre falando meus devaneios e você talvez simplesmente tentando compreender o que sente por mim ou acreditamos sentir um pelo outro, sinto seu cheiro, volta à velha sensação de segurança que sempre sentir a seu lado.

Queria a eternidade desse momento, vejo seus olhos pequenos de ópio ou será de duvida ou certeza de que sempre gostou de mim? Vai saber, pois sei que continuo cego e preso nas minhas convenções.

Mas palavras perdem o sentido quando há o toque verdadeiro, sei naquele momento que mesmo loucos de cachaça ou outras “coisinhas” somos nós, os cúmplices, companheiros que sempre fomos.

Percebi naquele instante que os que sempre nos ligou foram esses momentos únicos, pois só nós sabemos a delicia de sermos o que somos.

Obrigado por esse momento dejavú!



Escrito por Ualace Caceres às 18h18
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Uma Sátira de Mim Mesmo

A minha alegria é meu próprio reflexo, um grande fantasma a me perseguir.

O amor sempre me foi uma busca inútil, ilusória, aonde estará?

Hoje reivento-me por completo, busco desesperado o apoio em cada olhar e o que encontro me é insuficiente, pois nunca deixou de ser migalhas largadas no chão, onde sempre me alimentei e também os meus sonhos felizes.

Reconstruo-me com tijolos de falsas esperanças, de falsos sorrisos, onde estará a tal delicadeza?

Percebo-me suspenso no ar rarefeito buscando respirar trejeitos perfeitos de algum vigarista para poder representar eu mesmo por eu mesmo, afinal preciso reescrever minha estória, sem medo ou aprovação.

Liberto-me por completo de amaras feitas com os trapos de um louco que soube amar e nunca pediu nada em troca.

Agradeço-me por ser assim, um insistente persistente que talvez nunca chegue a lugar nenhum, mas que lutou, bebeu, trepou, amou, sofreu e procura se reinventar, apesar dos olhares tortos, mandingas, pragas jogadas e todos os tipos de rezas contra.

Vou guiando-me com fé em meus orixás, afinal de contas temos donos e eu tenho os meus e se eles quiserem me deixo levar vida a fora, pois o que realmente vale é um verdadeiro sorriso a te incentivar e um abraço sincero de torcida, já que o resto ficou o dito pelo não dito e o feito pelo não feito.



Escrito por Ualace Caceres às 13h02
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Prefiro a criatura a o criador

 

E finalmente meu coração tornou-se pedra.

Pronto, sou o monstro que tanto você queria que me transformasse, parabéns!

Mas não pense que não levo comigo os louros dessa sua vitória, não só levo os louros como também todas as suas glorias e tudo mais que um a grande vitória poderia lhe trazer.

Roubo de ti a liberdade de me virar para qualquer direção, de me esbarrar em qualquer pessoa em qualquer esquina e pedir para ela me amar, não esperando de mim a recíproca, já que acredito não poder mais corresponder com o seu amor.

Sinto como estivesse abrindo uma grande janela e deixando entrar e preencher todo esse meu aposento com um calor sobre humano, pois percebo as coisas mais claras, vejo tudo com outros olhos, é como acordar de uma noite mal dormida, acordar entorpecido, tudo esta transfigurado, melhorado, estou respirando sem auxilio dos aparelhos, me dei alta, sai dessa UTI que foi te amar.

Percebo como foi inútil implorar sua atenção, me sentia como o burro de Sherek.

Agora sou o melhor de mim, sou o monstro que criaste só que mais forte e mais perigoso. Sairei pelas as ruas com uma placa luminosa empendurada no peito onde se poderá ler “DANGER” irei fazer urgentemente um curso de gueixa, para poder para qualquer um com um simples olhar, quero me divertir como todas as Madalenas, Tietas, Lucrecias e Gênis, pois agora sou todas elas fundidas em uma só, serei todas as pedras nos sapatos, todos os odores disfarçados com os melhores perfumes, serei todos os sonhos impossíveis, seus auter-egos cegos, serei aquele que todos querem, serei a Poliana as avessas a puta virgem a transpirar seus maiores e mais sujos desejos.

Hoje caminho livremente com o vento a me flertar, estou com meu melhor sorriso sarcástico e meu olhar de que nada sabe e nada vê, não me incomodando de carregar no peito essa rocha chamado coração.



Escrito por Ualace Caceres às 12h57
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A dor (final)

Tenta falar, mas o soluço causado pelo choro não o deixa, se sente impotente diante da verdade que lhe foi exposta e imposta...Rasteja até a janela mais próxima, talvez precise de ar, ou quem sabe de ver o céu e clamar por Deus que até agora não lhe mostrou a cara, com sua sabedoria e acalento...Apóia-se na janela a abre, deixa o vento entrar, é parece que estava precisando de ar... Os anjos se sentem ameaçados...Vai levantando aos poucos, fica reto...Olha para baixo, vê os carros passando, vê as pessoas passando, e acredita que sua dor também possa passar um dia, mas não tem noção de quando isso vai ser possível, está convencido de que esta no fim...Sobe na janela, abre os braços como se fosse possível voar, sente o vento chamando, sente seus pés escorregando da sacada...Os anjos se excitam com a cena, ficam na expectativa, esperando o próximo passo, seria mais um que não entraria nos reinos dos céus e por livre arbítrio...Riem...Ele sente que esta é a hora de por um fim nesta dor...Começa a chover...Os pingos da chuva lhe da uma sensação ate então não vivida, não depois do telefonema...Da-te um sensação gostosa, uma saudade gostosa, dessa que faz  agente sorrir meio de canto de boca...Um sorriso só nosso...Lembrou de um dia que chovia muito, estava correndo para se proteger da chuva, acha uma sacada de um prédio onde pode se proteger da chuva...Observa o tempo e chega a conclusão que não poderá seguir à diante, pelo menos não por enquanto...És que não repara que também fugindo da mesma chuva, para uma figura encharcada ao seu lado na mesma sacada, ele repara essa pessoa com um interesse distinto, algo te chamou atenção, não só o fato de esta encharcada, mas sua cara cansada, de corre para se proteger...Mas o que se fala agora? Duas pessoas tentando se proteger da chuva, na mesma sacada...Mas não precisaram falar nada, bastou se olharem bastou se identificarem...Ele se arrepiou todo, um arrepio de interno, esquisito, não sabia que estava acontecendo e nem se a outra pessoa esta sentindo também a mesma coisa...Precisavam se comunicar, mas o que falar, do tempo, não parecia muito obvio, como somos não é, nessas horas no intimo queremos ser óbvios, mas ao mesmo tempo não queremos transparecer...

- É o tempo fechou não é?

-         È parece que São Pedro ta de perseguição comigo.

-         Como assim, que tem aprontado para que ele queira se vingar de vc?

-         Nada, ele que curte me perseguir... Sorriu...E nessa hora que ele percebe o melhor sorriso dos últimos tempos, queria conhecer mais sobre essa pessoa que tanto te impressionou, e não precisou de muito tempo para isso e nem de muita palavra, bastou-lhe um sorriso, depois do sorriso vieram varias xícaras de café num café mais próximo, veio às afinidades e também as discordâncias, para que pudesse ser observadas as personalidades...Tempo depois vieram as duvidas sobre onde por a Tv nova, que lugar seria melhor para por cama de casal, quem iria fazer para o jantar...Vieram também as dividas, as primeiras discussões, primeiras decepções, primeiras faltas de zelo de vida a falta de tempo...Mas ainda existia paciência, otimismo, coragem para continuar, e principalmente a delicadeza, isso sim era importante, e ele nunca pensou sobre essa palavra dentro da relação, mas agora não mais poderia discursar sobre o tema, estava sobre a janela, olhando o mundo de outro prisma, pensando em dar um passo ou retornar e suportar a dor que tinha dentro de te...Mas resolveu encarar os fatos com os pés nos chão, decidiu seguir em frente encharcado de chuva, decidiu esperar novos acontecimentos, desceu da janela para frustração dos anjos, para frustração de um deus escroto...Sentou de novo junto as suas cartas de promessas não compridas, com uma saudade grande a te sufocar, mas principalmente com a imagem daquele sorriso, que tanto te encheu a alma de vontade de vencer.



Escrito por Ualace Caceres às 09h54
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Cansei de me esconder

Estou voltando a escrever no meu blog depois de quase uma pneumonia se é que se pode dizer isso, voltei e quero mostrar coisas que eu mesmo escrevi, quero me mostrar por mim mesmo e não por outrem, esse é um pouco antigo, mas vale para começar. Espero que gostem, se não FODA-SE!

A dor (1ª parte)

Ele estava sentado no quarto, no meio de suas cartas, cartas estas cheias de saudades, de palavras encharcadas de promessas  que nunca chegaram a serem compridas, ele lembra do dia do seu adeus...Telefone toca, era uma voz ao outro lado, perguntando como ele estava, se ele estava sentado, pois tinha uma noticia não muito boa para lhe dar...Silêncio total, tanta coisa para serem ditas e para serem vividas...Tudo interrompido com um único telefonema, com uma única noticia...Seu mundo desaba, seu chão some, e só resta a sensação de vazio. “Queria tanto te pegar nos meus braços e dizer tudo aquilo que não pude dizer, fui interrompido de dizer”. Chora, chora tanto que a sensação que da que ele vai se esvair nas lágrimas...Seu corpo magro, esguio, parece não suportar a dor, desaba, desaba sobre as cartas, cartas de promessas em vão...Fica ali, um bom tempo sobre as cartas, seu corpo magro, esguio, fraco, pálido...Um quase ser...Parece não ser mais humano, parece que lhe arrancaram o sangue fora, deixaram só a carcaça de pele e osso...Fica no chão sobre suas cartas uma eternidade...Parece que o tempo parou, parece que os anjos acharam uma forma de se vingar de Deus, o escolheram e te deram toda a dor que um ser humano podia suportar...Estão certo disso, começam a chegar e a vigia-lo de longe, na espreita, como um bando de urubus, vendo a vitima moribunda...Abre os olhos, não tem força, te arrancaram tudo. Até a vontade de morrer lhe foi negada, os anjos riem de sua cara, cospem na sua cara toda fúria e inveja que sente dos humanos, ele é o escolhido deles, ira sofrer por todos nós...Um novo mártir, esse corpo frágil, magro e esguio nesse chão do quarto com suas cartas de promessas não cumpridas...



Escrito por Ualace Caceres às 18h50
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Mais algumas observações e desvaneios de mim mesmo por outrem.

e aqui vai mais uma amostra de como me enxergo hj diante de meus casos abertos , mas ao mesmo tempo sacramentado...mentira tem um que gostaria que me visse como sou e como sou apaixonado...rsrssrs(Romântico incorrigivel) eu sei que sou!

Na Minha Mão

Marina Lima

Composição: Marina Lima/Alvin L.

Se você pensa que eu não sou
Aquilo tudo que sonhou
Pois saiba que dói mais em mim
Saber você tão tola assim

O fato é que eu já comecei
A olhar em outra direção
Se todo mundo é mesmo gay
O mundo está na minha mão

Coração, coragem, prá qualquer viagem, prá qualquer sermão
Não deixe as roupas que eu rasguei te encobrirem de razão

Se você pensa que eu não sei
O tanto o quanto eu te ensinei
Pois saiba que só mesmo o amor
Pra te cegar como cegou

O fato é que eu já constatei
Nem tudo é mão ou contramão
Nosso desejo não tem lei
E o resto é pura ilusão

Coração, coragem, prá qualquer viagem, prá qualquer sermão
Não deixe as roupas que eu rasguei te encobrirem de razão

E o mundo gira devagar
E eu a frente dele a mil
Um dia eu vou te reencontrar
E te explicar o que feriu.

 



Escrito por Ualace Caceres às 14h47
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algumas observações particulares de mim mesmo por outrem.

Volto a escrever no meu blog, com um novo projeto letras e artigos que me emociona, será uma grande revelação de mim mesmo e quem sabe de vocês tb! para começar vai uma letra que tem me emocionado muito nos últimos dias...

 

Infinito Particular

Marisa Monte

Composição: Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Carlinhos Brown

Eis o melhor e o pior de mim

O meu termômetro, o meu quilate
Vem cara, me retrate

Não é impossível
Eu não sou difícil de ler

Faça sua parte

Eu sou daqui e não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim

Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

Em alguns instantes

Sou pequenina e também gigante
Vem cara, se declara

O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder

Olha minha cara

É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo

A água é potável
Daqui você pode beber

Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

 



Escrito por Ualace Caceres às 19h55
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BRASIL, Nordeste, SALVADOR, IMBUI, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Arte e cultura, Cinema e vídeo, por do sol
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